Historia de Garopaba
Sua história se insere no descobrimento
do Brasil. A primeira notícia
que teríamos de Garopaba pode
ser a da expedição naval
que a 24 de junho de 1525 zarpava da
Coruña, na Espanha, com destino
às Molucas, na esteira de Fernão
de Magalhães. Para fugir de um
temporal, o espanhol Dom Rodrigo de
Acuña, aportou o Galeão
San Gabriel na Baia de Garopaba. Ali
vivia o índio Carijó,
que pertencia a tribo dos Guaranis.
Descrito como homem simples e de caráter
pacífico. Alimentava-se da caça,
da pesca e dos produtos naturais da
terra. Possuía também
pequenas plantações de
verduras e raízes, de que se
ocupavam as mulheres. Os Carijós
moravam em tabas ou aldeias, que contavam
de 30 a 80 cabanas.
O primeiro povoado só surgiu em
1666 formado de imigrantes açorianos
e estes aproveitaram a enseada natural
de barcos. Assim, Garopaba recebe os açorianos
que começaram a se estabelecer
e a formar comunidades atraídos
pela pesca da baleia.
Foram os tupi-guaranis, os primeiros habitantes
de Garopaba; é a língua
indígena que se deve o nome "garopaba".
Este nome vem grafado gahopapaba
- na carta de Turim, em 1523, ou assim:
upaua, upaba, guarupeba. Muitos vêem
neste nome o significado de "enseada
das garoupas".
O verdadeiro significado está
no guarani, a língua local: ygá,
ygara, ygarata: significa arco,embarcação,
canoa; mpaba e paba é estância,
paradeiro, lugar, enseada.
Garopaba, então, significa "lugar
dos barcos ", enseada dos barcos".
O nome condiz com a primeira utilidade
da enseada, recanto seguro para ancoradouro
de embarcações.
Os açorianos desembarcaram em Garopaba
enviados pelo Império Português,
procedentes das Ilhas dos Açores,
as quais na época encontravam-se
em processo de superpovoação.
Os açorianos ali instalados, caçavam
baleias comercializando seu óleo
e barbatanas. Contudo, é no século
XVII que a imigração se
dará de forma intensa, e até
desorganizada, com a chegada em grande
número de casais açorianos.
Por este desenvolvimento, Garopaba tornou-se
freguesia no dia 13 de maio de 1846, por
Manoel Marques Guimarães. Nesta
época foram construídos
a Igreja Matriz, o Cemitério e
a Casa Paroquial.
Em 1793, foi criada a Armação
de São Joaquim de Garopaba. A Paróquia
foi criada por decreto do Governo Imperial
em 09/12/1830, sua instalação
ocorreu no ano de 1846.
Garopaba fica ligada ao vigário
da Enseada de Brito, ao Norte, o Padre
Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro.
Em 1839, ocorre a Declaração
do Estado Catarinense Livre e Independente,
através da Câmara Municipal
de Laguna, constituindo a República
Juliana, que fez parte da Revolução
Farroupilha.
Em 1862 -1864, assume a Paróquia,
o Padre italiano Rafael Faraco, que viria
a exercer papel de fundamental importância
no crescimento da localidade. Homem forte,
energético, decidido e disposto,
Faraco consegue reformar a Igreja Matriz,
exerce importante papel na vida política
da Freguesia e torna-se o principal responsável
pela criação da Vila de
Garopaba em 1877.
Em 06 de março de 1890, com trabalho
de mobilização da Freguesia,
Garopaba é elevada a Vila, com
decreto do então Governador, Lauro
Severiano Muller. No dia 08 de Abril deste
mesmo ano, o Governador nomeia os cinco
membros do Conselho da Intendência
que dirigira o Município. A instalação
só ocorre no dia 07 de Junho de
1890.
No ano de 1890 dá-se a criação
do comissariado de Garopaba. A guarda
Municipal é criada em 1896. Em
19 de Outubro de 1906 Garopaba passa a
fazer parte da Comarca de Palhoça.
Em 1923, Garopaba perde a condição
de Município, passando a integrar
o Município de Imbituba, pertencendo
a comarca de Laguna. Em 1930, Garopaba
passa a Distrito de Palhoça. No
ano de 1961, Garopaba volta a condição
de Município, tendo sido instalado
no dia 30 de dezembro de 1961.
Fundação
da Armação de São
Joaquim de Garopaba
Com o aumento da procura dos artigos
industrializados a partir da baleia (barbatanas
e azeite, para iluminação
pública e argamassas), foi criada
em 1793 a Armação de São
Joaquim de Garopaba, que durou até
1801 e deu condições para
a elevação do povoado a
categoria de Freguesia.
Entretanto, a Lei 231 de 13/05/1846,
que transformou Garopaba em Freguesia,
trouxe uma prosperidade apenas aparente
e fugaz para a localidade, através
da construção de um cemitério,
da Casa Paroquial, propriedade da extinta
Armação. Logo depois, Garopaba
voltaria a ser a típica vila de
pescadores, o que dificultava até
mesmo a permanência de um pároco
na Igreja Matriz.
Origem do Nome
É da língua indígena
que vem o nome "Garopaba". Em
guarani, ygá, ygara, ygaratá,
significa barco, embarcação,
canoa; mpaba, paba, é estância,
paradeiro, lugar, enseada. Garopaba, então,
significa "Enseada das Canoas",
"Enseada dos Barcos". O nome
condiz com a primeira utilidade da enseada,
recanto seguro para ancoradouro de embarcações.
Símbolos de
Garopaba
A Bandeira
Tem a forma retangular, na proporção
de dois módulos de largura para
três módulos de comprimento,
suas cores são o branco e o azul.
Está dividida em quatro triângulos
isósceles, sendo os do lado esquerdo
e direito brancos e os de baixo e de cima
azuis, tendo no centro o Brasão
de Garopaba.
O Brasão
Foi instituído pela lei n.º
186/71. É de autoria do Sr. Wolfgang
Ludwig Rau e possui as seguintes características:
escudo moderno com coroa mural, de uma
alegoria externa e uma faixa envolvente.
O escudo é dividido em quatro campos
(quartéis), dois laterais simétricos,
nas cores verde e amarelo; um central
em forma triangular, na cor rosa claro
e na parte inferior em azul celeste. No
campo azul celeste está representado
um peixe, que é Garopaba. Simboliza
este, a riqueza das águas, sendo
o pescador a maior fonte de renda do Município.
Simultaneamente, o peixe simboliza o espírito
cristão que entrelaça o
povo da comunidade.
O campo rosa claro central, apresenta
no triângulo, uma alegoria com vistas
às atividades agrícolas,
comerciais e industriais do município.
São configuradas por cana-de-açúcar
e espigas de arroz, pelo símbolo
alado do mercúrio e por uma engrenagem
mecânica. Os dois campos simétricos
laterais apresentam-se raiados simetricamente,
alternando as cores nacionais verde e
amarelo, mostram cada uma, gaivota branca
em vôo, simbolizando a índole
patriótica do povo e a condição
marítima do Município. Lembram
as Gaivotas os deleites amenos oferecidos
pelas praias do balneário. Coroando
o escudo, uma muralha dourada com seus
torrões de sentinelas, representa
a comunidade vigilante.
Uma canoa dourada em frente a muralha
faz referência a origem do nome
da cidade e do município que vem
da língua tupi y-gara-paba
que significa o surgidouro ou repouso
das canoas; o posto. Duas estrelas de
cinco pontas, dispostas simetricamente
sobre a coroa mural, em vermelho, dizem
da inteligência e vontade dos habitantes
do município, de exercerem o domínio
dos instintos e elementos.
A faixa envolvente ao pé do escudo,
nas cores predominantes do Estado de Santa
Catarina traz o nome do município
e a data de sua emancipação.
A alegoria externa, situada no Brasão,
entre a faixa envolvente e o escudo propriamente
dito faz múltiplas referências
à história remota e ao desenvolvimento
da região, cuja sede teve origem
em 1975, como Armação para
a pesca das baleias.
Um homem carijó ao lado de um
tipiti* para fabricação
de farinha de mandioca, lembra os antigos
habitantes, testemunhados pelos sambaquis
e restos de oficinas indígenas
e pedra cerâmica, existentes no
litoral do município. O escudo
português de Pedro Lopes de Souza
demonstra ter a região de Garopaba
pertencido a sua capitânia, ao tempo
do tratado de Tordesilhas. Faz alusão
também à colonização
açoriana presente no litoral catarinense.
A cruz cristã lembra os padres
Jesuítas da catequese, o chapéu
da aba larga, os desbravadores vicentinos,
a âncora da fé, os navegadores.
Um conjunto de armas de guerra recorda
a presença em Garopaba, dos Farrapos
sob ordens do Cel. Joaquim Teixeira Nunes,
na Encantada, em 1839, a época
da República Juliana Catarinense
na Laguna, cujo escudo se distingui ladeando
o Brasão envolvido pela chama imorredoura
da liberdade.
A canoa e o barreto frígido lembram
as lutas políticas entre monarquistas
e republicanos. Variados apetrechos de
pesca e de lavoura simbolizam as principais
atividades na região, exercidas
pela população desde os
seus primórdios.
* Utensílio de forma circular,
confeccionado em palha, utilizado nos
engenhos de farinha para comportar o produto
no processo de prensagem.
fonte : http://www.garopaba.sc.gov.br/